quinta-feira, 23 de maio de 2013



EVANGELIZAÇÃO DE CRIANÇAS



MISSÕES NACIONAIS



Jaqueline de C. A. da Hora Santos

Coordenadora do Programa de Evangelização de Crianças da JMN



Evangelizar a Nova Geração



Quando ouço alguém perguntando sobre a real necessidade de evangelizarmos crianças, costumo responder apresentando alguns dados que obtive por intermédio de pesquisas que nos alertam sobre a situação atual da nova geração em nosso país:

• 33 milhões de crianças até 9 anos de idade e 21 milhões entre 12 e 17 anos.

• 18 mil casos por dia de violência, 80% dos casos cometidos por parentes próximos.

• Na década de 90 a iniciação no tráfico era aos 15 anos.

Em 2000 caiu para 12 anos e, apesar de não termos muitos dados oficiais atualizados, sabe-se que a partir de 2000 cada vez mais cedo as crianças se iniciam no mundo das drogas, seja vendendo ou consumindo.

• Em 75 cidades com mais de 300 mil habitantes foram identificadas 24 mil crianças nas ruas. Os estados campeões nestes números são Rio, São Paulo, Bahia e Paraná.

• 41% das crianças de 6 a 24 meses são desnutridas.



• Área educacionalExistem milhares de crianças analfabetas ou semianalfabetas, sem acesso à instrução que possa lhes abrir portas para um desenvolvimento intelectual, mesmo com todas as leis que obrigam crianças em idade escolar a estarem matriculadas.



• Área familiar É crescente o número de crianças inseguras por causa dos desajustes familiares e da ausência dos pais na sua formação. Muitas crianças acabam vivendo a maior parte do dia em escolinhas, creches ou com parentes. Alie-se a isto a falta de uma disciplina

sadia e dentro dos preceitos bíblicos e temos a “receita” para fazer surgir uma geração rebelde.



• Área psicológicaHá estatísticas assustadoras que mostram quantas crianças vivem perturbadas pelas

ameaças, humilhações e privações de ordem emocional.



• Área religiosa Há um número grande de crianças enredadas nas malhas das religiões e seitas, nas quais a salvação depende das boas obras e do esforço pessoal, ou em que o ocultismo, a feitiçaria e a superstição estão presentes.



• Área sexual Atualmente, milhões de crianças vivem humilhadas, sendo levadas a participar de práticas eróticas, exploradas no comércio da prostituição e usadas na indústria da pornografia. O estupro e o abuso

sexual são experiências traumáticas que deixam duradouras marcas.



• Área social Quantas crianças, abandonadas pelos pais e pela sociedade, perambulam pelas ruas das principais cidades?

Ressaltamos que uma em cada 16 crianças morre antes de completar 5 anos de idade, muitas vezes por doenças que poderiam ser prevenidas.



• Área trabalhista Em muitos lugares, as crianças são exploradas, sem garantia de emprego, sendo

submetidas a jornadas excessivas de trabalho em atividades das mais penosas e difíceis, algumas até ilegais. Há crianças que ficarão com a saúde irremediavelmente afetada devido aos trabalhos que realizam.

Diante de toda esta realidade, como podemos agir?

Não podemos simplesmente fechar os nossos olhos e ignorar a realidade das crianças. Precisamos, mais do que nunca, compartilhar as boas novas do evangelho, que é capaz de transformar o presente e futuro de nossas

crianças. E crermos que uma criança salva por Jesus terá uma vida inteira para serví-lo.



De que forma podemos mudar este triste quadro apresentado?



Apresente a mensagem da salvação às crianças de forma clara, direta e objetiva, observando as características infantis. Realize estudos bíblicos para crianças, campanhas de evangelização, visitação, Tarde Alegre, EBF, etc. Promova oportunidades em que a mensagem da salvação em Cristo seja anunciada.

Faça o apelo enfatizando a decisão pessoal, evitando jogos de emoção. Converse com as crianças que responderem ao apelo para perceber o motivo pelo qual elas o fizeram. Verifique se o que as levou a esta resposta foi uma decisão pessoal ou alguma outra influência.

Aconselhe a criança que aceitou Jesus esclarecendo que ela não precisa aceitá-lo mais de uma vez. Mostre a

ela o quanto Jesus fica feliz quando alguém reconhece que precisa dele para viver como amigo de Deus.

Visite os pais e converse com eles sobre a decisão que a criança tomou. Mostre a eles o quanto isso é valioso

para toda a vida. Incentive-os a respeitar a decisão da criança.

Preencha uma ficha com os dados importantes para fazer o acompanhamento da criança.



E depois?



Inicie imediatamente o discipulado, utilizando materiais adequados. Sugerimos O que Jesus Deseja que Você

Faça para Crianças, Viver com Jesus (crianças alfabetizadas) e A criança de Jesus (crianças não alfabetizadas).

Todos estão disponíveis em Missões Nacionais.

Ore pelas crianças e com as crianças. Ensine-as a confiar em Deus por meio da oração.

Incentive-as a compartilhar com seus colegas sobre a decisão que tomaram, convidando outros para conhecerem Jesus.

Prepare-se para receber muitas crianças, pois elas têm uma facilidade grande para alcançar novos amiguinhos,

falando daquilo que aprenderam.

Portanto, seja criativo na apresentação da mensagem, pois aquelas que participarem da primeira voltarão

trazendo outros colegas. Que Deus nos ajude a cumprirmos com excelência nossa missão. Que sua infinita graça nos fortaleça no desafio de ganharmos as crianças deste imenso Brasil para Jesus.

Estamos juntos nesta tarefa!

Escreva-nos contando sua experiência, compartilhando seus testemunhos, enviando suas sugestões. Envie seu

e-mail para criancas@missoesnacionais.org.br e conheça o mais novo material para auxílio na evangelização de crianças, o Kit “O Grande Amigo”.



FONTE: O JORNAL BATISTA (MISSÕES NACIONAIS)


Missões Mundiais

Zarma, um povo não alcançado no Níger
Os zarmas do Níger precisam ser alcançados pelo Evangelho
Willy Rangel – Redação de Missões Mundiais

Na aldeia de Kirtache, no sul do Níger, a comunidade local vive uma dura realidade. A maioria dessas pessoas é da etnia zarma, um povo ainda considerado não alcançado, mas o casal Josué e Kely Pacheco, de Missões Mundiais, já está testemunhando o evangelho de Cristo a eles.
A região onde nossos missionários atuam é bastante isolada, o que torna muito mais complicada a missão de
anunciar a salvação em Jesus.
É ao longo de um rio que vivem as pessoas, “completamente isoladas de qualquer contato com o evangelho”,
conta o pastor Josué.
Pouco tempo atrás, um líder zarma convidou os missionários para mostrar-lhes os desafios sociais da região. Durante cinco horas e sob um sol escaldante, o líder zarma, os missionários brasileiros e outras seis pessoas desceram o rio para conhecer melhor o local e se encantaram com a beleza do lugar, com elefantes vivendo livres na savana e hipopótamos.
“Mas algo que cortou nosso coração foi o fato de vermos tantas aldeias ao longo do rio, tantas pessoas que nos cumprimentavam amistosamente, sorrindo e alegres com nossa passagem, que estavam completamente isoladas de qualquer contato com o evangelho”, relata o missionário. “Nesta longa viagem a esses locais, onde
o acesso é de grande dificuldade, aquelas milhares de pessoas que ali vivem não tinham ninguém que pudesse
refletir a luz de Cristo para elas”, acrescenta.
“Enquanto o líder nos apresentava os desafios sociais do seu povo, podíamos ver o desafio espiritual de vidas
que não têm o privilégio de conhecer a verdade”, destacou o pastor Josué. Uma das maiores dificuldades apresentadas pelo líder dessa aldeia tão isolada era o fato de as crianças dali terem de deixar a localidade após
completarem o ensino primário, pois ali não há escolas.
“A resposta de Deus a este desafio foi nos levar a desenvolver o projeto Educando para a Vida, que já tem abençoado essas crianças”, diz o pastor Josué.
Além de oferecer reforço escolar e alimentação a essas crianças, o principal objetivo do Educando para a Vida é compartilhar o amor de Deus com os pequeninos e suas famílias através do testemunho dos missionários, ampliando o respeito da comunidade local com uma iniciativa de referência e valor para a sociedade.
O pastor Josué resume em poucas palavras a missão de testemunhar o evangelho de Cristo aos zarmas, um
povo ainda considerado não alcançado: “Olhando humanamente para este desafio, com tantas dificuldades
para alcançar um número tão grande de pessoas em locais tão remotos, ele se torna quase impossível de ser vencido.
Contudo, quando olhamos pelos olhos da fé, sabendo que a obra é feita pelo poder do Espírito, nós cremos que o impossível vai acontecer e que Deus fará maravilhas alcançando vidas naquela região, trazendo salvação transformadora do presente e do futuro daquelas pessoas”.

FONTE: O JORNAL BATISTA (MISSÕES MUNDIAIS)


É o Amor que Transforma
Conexão Haiti, outubro de 2012
Eliana Moura – Redação de Missões Mundiais

Sonhar os sonhos que não são seus: mais do que altruísmo, serviço. Missões Mundiais trabalha com pessoas que servem porque não sabem viver de outra forma, a não ser servindo, amando. É assim que, como igreja de Cristo, podemos agir em sociedade crendo no que cremos. Entramos na história de alguns, de muitos, de um povo.
Setores como o Conexão Voluntários em Campo, Tour of Hope, Programa Esportivo Missionário (PEM) e Com. Vocação JMM Jovem  que são pontes de amorcriam relacionamentos. Priscila Galrão,  28 anos,
carioca, administradora de empresas, viveu essas pontes, percebendo que o sentido de existir estava em repartir o pão que é “nosso” (Mt 6.11). Em seu cotidiano, a paixão que move seu trabalho é a mesma que move o ministério: pessoas. Uma vida totalmente conectada à missão.
A Priscila participou do último intercâmbio internacional  do Com.Vocação JMM Jovem e conta: “Foram 15 dias de muito aprendizado. Apesar de o Uruguai ser um país vizinho, a cultura é diferente. A adaptação a isso também foi um aprendizado. Lá, Deus me ensinou que ele é Deus na minha vida e que, quando ele usa a gente, não existe o ‘nosso eu’, o ‘nosso conforto’. Existe, sim, a necessidade de quem está ao nosso redor”.

Mudar o mundo é possível?
Sim. Se não acreditarmos na mudança, não acreditamos no amor. Priscila nos ajuda a pensar sobre isso ao dizer que “é possível mudar o coração das pessoas quando cada um cumpre a sua missão”. Ela acrescenta: “Eu, sozinha, não consigo. Hoje, entendo que todos precisam trabalhar juntos, segundo a sua vocação”.
Através do seu trabalho como administradora, ela conta que pode ajudar as pessoas a encontrar oportunidades onde não há recursos, tanto quanto a miséria, a fome, como também sobre as questões da alma. Sua vocação se encontra com a sua missão ao, por exemplo, incentivar o talento de alguém.
“Compartilhar o que aprendemos, tanto nos bancos da escola como nas experiências da vida é um ato de amor.
Agregamos valor à vida do outro e, desta forma, ele tem as mesmas possibilidades que nós”, diz a voluntária.

Ser voluntário
Voluntário não é algo que passamos a ser quando vamos ao campo missionário.
É o que somos antes de ir, porque nos envolvemos – oramos, mobilizamos, vamos e ofertamos. Vemos os milagres de Deus acontecerem enquanto participamos do que ele faz. Conectar palavras como fé, missão, voluntariado, serviço, amor e vocação é escrever uma história de vida. A sua história de vida, que pode ser mais do que um projeto para si mesmo. É o amor que transforma.

FONTE: O JORNAL BATISTA (MISSÕES MUNDIAIS)

terça-feira, 21 de maio de 2013


                                 NOTÍCIAS DO CAMPO
 
Cristão é detido em Aceh por pregar aos muçulmanos
20 mai 2013Indonésia
 
45ª nação na Classificação de países por perseguição, na Indonésia a Constituição reconhece a liberdade religiosa e o governo geralmente a respeita. Com a maior população islâmica do mundo, as autoridades se veem obrigadas a atender aos desejos das entidades e líderes islâmicos
 
Terça-feira (14), Andy * um obreiro cristão em Sumatra, Indonésia, foi detido por 24 horas, pela polícia da província de Aceh, sob a acusação de propagar falsos ensinamentos entre os muçulmanos. O advogado de Andy levou a situação a um oficial cristão da mesma província que conseguiu sua soltura, porém, as acusações só seriam retiradas sob a condição de que ele deixasse a cidade. Por razões de segurança, Andy transferiu-se de Aceh. A organização missionária com a qual ele está vinculado o ajudou nesse processo.

A região onde Andy trabalhava é conhecida por ser a base de um movimento de independência da província, que quer romper relações com a Indonésia. Embora a influência da ideologia tenha diminuído, ainda existem fragmentos do movimento. A Sharia (lei islâmica) é rigorosamente aplicada em Aceh; por isso, a evangelização e a conversão ao cristianismo é legalmente punível.
*Nome alterado para a segurança do cristão.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag
 
FONTE: MISSÃO PORTAS ABERTAS