Missões Mundiais
Zarma, um
povo não alcançado no Níger
Os zarmas
do Níger precisam ser alcançados pelo Evangelho
Willy Rangel – Redação de Missões Mundiais
Na aldeia de Kirtache, no sul do
Níger, a comunidade local vive uma dura realidade. A maioria dessas pessoas é
da etnia zarma, um povo ainda considerado não alcançado, mas o casal Josué e
Kely Pacheco, de Missões Mundiais, já está testemunhando o evangelho de Cristo
a eles.
A região onde nossos missionários
atuam é bastante isolada, o que torna muito mais complicada a missão de
anunciar a salvação em Jesus.
É ao longo de um rio que vivem as
pessoas, “completamente isoladas de qualquer contato com o evangelho”,
conta o pastor Josué.
Pouco tempo atrás, um líder zarma
convidou os missionários para mostrar-lhes os desafios sociais da região.
Durante cinco horas e sob um sol escaldante, o líder zarma, os missionários
brasileiros e outras seis pessoas desceram o rio para conhecer melhor o local e
se encantaram com a beleza do lugar, com elefantes vivendo livres na savana e
hipopótamos.
“Mas algo que cortou nosso coração
foi o fato de vermos tantas aldeias ao longo do rio, tantas pessoas que nos
cumprimentavam amistosamente, sorrindo e alegres com nossa passagem, que
estavam completamente isoladas de qualquer contato com o evangelho”, relata o
missionário. “Nesta longa viagem a esses locais, onde
o acesso é de grande dificuldade,
aquelas milhares de pessoas que ali vivem não tinham ninguém que pudesse
refletir a luz de Cristo para elas”,
acrescenta.
“Enquanto o líder nos apresentava os
desafios sociais do seu povo, podíamos ver o desafio espiritual de vidas
que não têm o privilégio de conhecer
a verdade”, destacou o pastor Josué. Uma das maiores dificuldades apresentadas
pelo líder dessa aldeia tão isolada era o fato de as crianças dali terem de
deixar a localidade após
completarem o ensino primário, pois
ali não há escolas.
“A resposta de Deus a este desafio
foi nos levar a desenvolver o projeto Educando para a Vida, que já tem
abençoado essas crianças”, diz o pastor Josué.
Além de oferecer reforço escolar e
alimentação a essas crianças, o principal objetivo do Educando para a Vida é
compartilhar o amor de Deus com os pequeninos e suas famílias através do
testemunho dos missionários, ampliando o respeito da comunidade local com uma
iniciativa de referência e valor para a sociedade.
O pastor Josué resume em poucas
palavras a missão de testemunhar o evangelho de Cristo aos zarmas, um
povo ainda considerado não
alcançado: “Olhando humanamente para este desafio, com tantas dificuldades
para alcançar um número tão grande
de pessoas em locais tão remotos, ele se torna quase impossível de ser vencido.
Contudo, quando olhamos pelos olhos
da fé, sabendo que a obra é feita pelo poder do Espírito, nós cremos que o
impossível vai acontecer e que Deus fará maravilhas alcançando vidas naquela
região, trazendo salvação transformadora do presente e do futuro daquelas
pessoas”.
FONTE: O JORNAL BATISTA (MISSÕES MUNDIAIS)
É o Amor que Transforma
Conexão Haiti, outubro de 2012
Eliana Moura – Redação de Missões
Mundiais
Sonhar os sonhos que não são seus:
mais do que altruísmo, serviço. Missões Mundiais trabalha com pessoas que
servem porque não sabem viver de outra forma, a não ser servindo, amando. É
assim que, como igreja de Cristo, podemos agir em sociedade crendo no que
cremos. Entramos na história de alguns, de muitos, de um povo.
Setores como o Conexão Voluntários em Campo, Tour of Hope, Programa Esportivo
Missionário (PEM) e Com. Vocação JMM
Jovem que são pontes de amorcriam relacionamentos. Priscila Galrão, 28 anos,
carioca, administradora de empresas, viveu essas
pontes, percebendo que o sentido de existir estava em repartir o pão que é
“nosso” (Mt 6.11). Em seu cotidiano, a paixão que move seu trabalho é a mesma
que move o ministério: pessoas. Uma vida totalmente conectada à missão.
A Priscila participou do último intercâmbio
internacional do Com.Vocação JMM Jovem e conta: “Foram 15 dias de muito aprendizado.
Apesar de o Uruguai ser um país vizinho, a cultura é diferente. A adaptação a
isso também foi um aprendizado. Lá, Deus me ensinou que ele é Deus na minha
vida e que, quando ele usa a gente, não existe o ‘nosso eu’, o ‘nosso
conforto’. Existe, sim, a necessidade de quem está ao nosso redor”.
Mudar
o mundo é possível?
Sim. Se não acreditarmos na mudança,
não acreditamos no amor. Priscila nos ajuda a pensar sobre isso ao dizer que “é
possível mudar o coração das pessoas quando cada um cumpre a sua missão”. Ela
acrescenta: “Eu, sozinha, não consigo. Hoje, entendo que todos precisam
trabalhar juntos, segundo a sua vocação”.
Através do seu trabalho como
administradora, ela conta que pode ajudar as pessoas a encontrar oportunidades
onde não há recursos, tanto quanto a miséria, a fome, como também sobre as
questões da alma. Sua vocação se encontra com a sua missão ao, por exemplo,
incentivar o talento de alguém.
“Compartilhar o que aprendemos, tanto
nos bancos da escola como nas experiências da vida é um ato de amor.
Agregamos valor à vida do outro e,
desta forma, ele tem as mesmas possibilidades que nós”, diz a voluntária.
Ser
voluntário
Voluntário não é algo que passamos a
ser quando vamos ao campo missionário.
É o que somos antes de ir, porque nos envolvemos
– oramos, mobilizamos, vamos e ofertamos. Vemos os milagres de Deus acontecerem
enquanto participamos do que ele faz. Conectar palavras como fé, missão,
voluntariado, serviço, amor e vocação é escrever uma história de vida. A sua
história de vida, que pode ser mais do que um projeto para si mesmo. É o amor
que transforma.
FONTE:
O JORNAL BATISTA (MISSÕES MUNDIAIS)
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