NOTÍCIAS DO CAMPO MISSIONÁRIO
Na última
sexta-feira, 10, o pastor Saeed Abedini, que está encarcerado na prisão
Evin, no Irã, saiu da solitária, onde passou “o pior aniversário
possível”. Sua esposa, Naghmeh, afirmou ao Centro Americano de Lei e
Justiça (ACLJ), que está aliviada.
“Sua soltura da
solitária é resultado de muitas preces. Estou aliviada de ver meu marido
fora da solitária, mas ainda estou profundamente preocupada com a saúde
de Saeed. Enquanto isso é uma pequena vitória, ainda procuro que a
justiça seja feita para que Saeed seja solto”, disse Naghmeh.
Segundo o ACLJ, Abedini e outros prisioneiros teriam assinado uma
carta na qual demonstravam sua insatisfação com relação ao atendimento
médico recebido na prisão. Essa carta seria a razão de seu confinamento
na solitária.
“O
desenvolvimento do caso é crítico, mas [sair da solitária] aumenta
nossas esperanças após uma semana tão desencorajante. Acreditamos que o
pastor Saeed tenha ficado 20 dias ou mais na solitária”, afirma o ACLJ.
O ACLJ acredita
que a saída de Abedini da solitária é resultado de intensas orações, de
uma petição assinada por mais de 560 mil pessoas em todo o mundo e de
pressão por parte do governo dos Estados Unidos, da Organização das
Nações Unidas e da União Europeia.
“Temos
a esperança de que o retorno para a prisão normal do pastor Saeed é um
sinal que a pressão internacional está começando a surtir efeito”,
afirmou o ACLJ.
Um
ex-prisioneiro de Evin disse ao ACLJ que os guardas da prisão não se
importam se o prisioneiro está envolvido na resistência contra o sistema
de Evin ou não. “Eles puseram Saeed no confinamento solitário para
colocar pressão em sua crença. Isso mostra que Saeed ficou forte por sua
fé”, afirma o ex-prisioneiro.
Abedini vem sofrendo maus tratos na prisão, por isso, sua família e
toda a comunidade cristã estão preocupados com seu bem estar. O ACLJ,
que representa sua esposa e seus filhos, afirma que o pastor precisa de
muitos cuidados médicos, pois está sofrendo constantes espancamentos,
que o deixam extremamente debilitado.
O pastor foi
condenado a oito anos de prisão por colocar “em perigo a segurança
nacional” do Irã. No entanto, o ACLJ afirma que “a verdadeira razão pela
qual Abedini foi preso é sua fé”, já que ele se recusa a negar sua
crença em Jesus e voltar ao Islamismo.
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